segunda-feira, março 03, 2008

No vago da razão



"Amo-te não por quem tu és, mas por quem sou quando estou contigo".

Gabriel García Marquez





Sabe quando o contigo é tão próximo que se confunde com o comigo?

O tempo passa e, com ele, aquelas velhas impressões e certezas. Deixa disforme uma sensação já abandonada em algum rodapé de vida. Já não me lembro se concordo ou discordo, mesmo porque, certamente, já tenha concordado e discordado em algum momento. Só para desobedecer. Ou não.
Talvez seja algo mais que apenas a conjugação. Amar tem que caber o tu és, o eu sou. E haver muito do nós somos. Mas é dispensável o por quê, com suas vírgulas, interrogações e pontos finais.
Não sei o nome do que sinto quando não tem nome que domine o meu querer. Só sei que é reticente, e tão vago e simples quanto o "amo porque amo".

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