quarta-feira, agosto 05, 2009

Quase nada

No princípio era doce e insensato...

Entrou daquela vez como se fosse a única.
Pensou que foto velha a tornava íntima.
Ouviu aquela voz como se fosse fúnebre.
Calou seu coração como se fosse tímida.

Arrancou o pensamento como se fosse sólido.
Ergueu sua cabeça com um sorriso pálido.
Sabia que o apego não seria o último.
Zombou da lucidez como se fosse péssimo.

Escreveu aquela frase com desejo árido.
Guardou aquele sonho como se fosse épico.
Tratou a solidão como se fosse lógica.
Amou e esperou como se fosse nada.



... até ficar agridoce e cenográfico.


Entrou daquela vez como se fosse pálido.
Pensou que foto velha o tornava sólido.
Ouviu aquela voz como se fosse péssimo.
Calou seu coração como se fosse árido.

Arrancou o pensamento como se fosse fúnebre.
Ergueu sua cabeça com um sorriso tímido.
Sabia que o apego não seria lógico.
Zombou da lucidez como se fosse épico.

Escreveu aquela frase com desejo único.
Guardou aquele sonho como se fosse o último.
Tratou a solidão como se fosse íntima.
Amou e esperou como se fosse nada.

3 Comentários:

Às 06/08/2009 11:08, Blogger (( Ludmila Ponciano )) disse...

Voltou com a corda toda , heim amiga...adoro inversão de palavras e sentidos. Me lembrou uma das minha músicas preferidas... construção.

 
Às 06/08/2009 11:18, Blogger .: Tatiana Monteiro :. disse...

Foi quase uma tentativa de construir algo.
;]

 
Às 06/08/2009 12:20, Blogger (( Ludmila Ponciano )) disse...

quase? Nada.
Construiu sim. Muito lindo , ficou.

 

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